sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Peixe-boi de Porto de Pedras- AL


O peixe-boi é um mamífero herbívoro aquático que alcança 4,5 m de comprimento e chega a 500 Kg, passa a maior parte do seu tempo no mar e vem aos rios, estuários para tomar água doce e procriar. Seu alimento preferido é o capim agulha, encontrado em abundância nos mangues. Infelizmente, por causa da caça indiscriminada, o peixe-boi marinho está entre os animais mais ameaçados de extinção no Brasil.  Em Porto de Pedras, ele está sendo preservado e reintroduzido ao seu habitat natural, no povadoTatuamunha

O passeio pelo Rio Tatuamunha com o pessoal do Aribama, é um programa imperdível para toda a família. Vale pela beleza da paisagem, por conhecer de perto o peixe-boi e pela aula de proteção ambiental  que todos os associados do Aribama nos fornecem.

Conheça agora os peixes-bois que já fazem parte da história da preservação
dos sirênios no Brasil:  
  • Netuno
Filhote macho encontrado encalhado na praia do Sagi, no Rio Grande do Norte,
em janeiro de 1991. Ele ainda apresentava o cordão umbilical quando foi
resgatado e levado para a base de Barra de Mamanguape, na Paraíba. Media
1,29m de comprimento e pesava 34,5 quilos. Em agosto de 1991 foi transferido
para a Unidade de Reabilitação e Pesquisa do Projeto Peixe-Boi.
No oceanário, Netuno cruzou com Sereia. Ele é o pai das gêmeas Carla e
Sheila e é um dos animais mais brincalhões e divertidos dos oceanários de
Itamaracá. Algumas vezes, parece até mesmo posar para fotografias.
  • Xica
  É o peixe-boi mais velho do Projeto Peixe-Boi. Foi capturada por uma
família ainda filhote, com aproximadamente um ano, num curral perto da praia
de Pontas de Pedra, litoral norte de Pernambuco. Foi mantida dentro de uma
piscina durante cinco anos, sendo, então, doada à Prefeitura do Recife, que
a colocou num tanque na Praça do Derby, onde permaneceu por 27 anos.
Como o tanque em que foi mantida era muito pequeno e raso, Xica teve sérios
problemas na coluna vertebral, além de atrofia na musculatura lombar
direita. Tinha dificuldade de deslocamento na água, nadando em círculos e
sempre em sentido horário. Como permanecia muito tempo com a região dorsal
fora d'água, ela teve uma queimadura solar que lhe deixou com uma cicatriz
que até hoje pode ser vista.
Em agosto de 1992, Xica foi transferida para Itamaracá. Ao chegar, estava
muito magra, com cerca de 300 quilos. Mas ela se recuperou muito bem. Em
dezembro de 1996, teve um filhote, o Xiquito. Mas, talvez por causa das
deformidades da mãe, ele já nasceu com problemas, não resistiu e morreu aos
três anos.
Hoje, Xica pesa cerca de 550 quilos, está bem melhor do seu problema,
mergulha e nada bastante. Mas por causa das seqüelas do período em que viveu
em cativeiro inadequado, ela não voltará para o habitat natural. Permanecerá
no Projeto Peixe-Boi, onde recebe os cuidados necessários.

peixe-boi quando eu estava em porto de pedras

 No rio Tatuamunha estão soltos, marcados por rádios transmissores, cinco peixes-boi.   A Associação dos Ribeirinhos Amigos do Meio Ambiente, desenvolve um projeto de preservação, conscientização e geração de emprego para a comunidade local, que tem apenas um ano de existência, mas já conseguiu muitos progressos. Um dos seus pontos fortes é a visita ao santuário do peixe-boi. O pessoal leva o visitante por uma trilha ecológica no meio do mangue,  até o porto improvisado, onde seguem de barco (sem motor) pelo rio Tatuamunha, até localizar os peixes-boi. Com sorte, algum deles pode chegar bem próximo do barco, permitindo fotos e admiração.

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